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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Remoto e Improvável - Resenha

Autores: Guilherme Oli e Paloma Leite
Editora: PerSe
Ano: 2014
Nº de páginas: 120
Nota no Skoob: 4,7
Minha nota: 


Sinopse

Um homem e uma mulher se conhecem e, por alguma razão misteriosa, se atraem. Por que não se entregar? Afinal, amanhã, ninguém sabe.

Mas e quando há quilômetros de distância e inimigos clássicos de toda persistência amorosa entre eles?
E quando nem os autores sabiam como esse romance terminaria e simplesmente deixaram-se levar por esse turbilhão de emoções vivido pelos personagens?

Este é Remoto e Improvável!
Conheça Tarso e Bia. Uma história epistolar, contada apenas em trocas de e-mails e sem um caminho pré-estabelecido.
E pode ser que seja uma história de amor.


Minhas considerações

Oli e Paloma conseguem transmitir de maneira muito leve e divertida, a realidade dos relacionamentos modernos; os encontros e desencontros, as incoerências que o medo e a insegurança são capazes de provocar e as oportunidades desperdiçadas pelo excesso de paradigmas.
Remoto e improvável é o tipo de livro que você consegue ler em um dia. A narrativa é
epistolar com um “Q” de modernidade, já que ao invés de cartas são utilizados e-mails. Os e-mails são, sem dúvida, a ferramenta mais eficaz de comunicação a distância, uma certa adaptação das cartas na vida moderna, sobretudo para casais separados geograficamente. Isso no livro, nos proporciona uma história muito real, criando um contexto que e eu, você, ou qualquer pessoa que conheçamos poderia viver. Gosto muito desse estilo de narrativa, a história flui muito rápido, pois é dinâmico e nos deixa querendo mais.
Tarso e Bia são personagens peculiares. Ao acompanhar o desenvolvimento da história é possível identificar tanto suas virtudes quanto seus defeitos, e é aí que está a sacada dos autores: criar personagens muito próximos da realidade. Certamente você conhece uma mulher descolada e independente como Beatriz, ou um homem religioso e trabalhador como Tarso. Ambos encaram situações e problemas reais e são passíveis de tomar decisões impensadas que terão consequências.
A capa é linda!! As páginas são amareladas, do jeito que eu gosto e o livro é bem fininho, tem apenas 160 páginas. Fiquei com gosto de “quero-mais”.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Em busca de abrigo - Jojo Moyes

Autora: Jojo Moyes
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2015 / Primeira edição publicada em 2004
Nº de páginas: 434
Nota no Skoob: 3,7
Minha nota: 


Sinopse: Em Busca de Abrigo - A nova edição do romance de estreia da autora vencedora do prêmio RNA com A casa das marés Na noite da Coroação da Rainha Elizabeth II, em 1953, a comunidade de expatriados de Hong Kong se reúne para celebrar o evento com uma festa. Enquanto os convidados tentam ouvir a cerimônia em um rádio antigo, Joy, uma jovem de 21 anos, se apaixona. Menos de vinte e quatro horas depois da festa, ela já está prometida em noivado ao rapaz, mas só tornará a se encontrar com o noivo um ano depois. Em 1980, um ato de rebeldia faz Kate, aos 18 anos, fugir do Condado de Wexford, na Irlanda, com sua filha ilegítima. Quinze anos mais tarde, Sabine deixa Hackney, o elegante bairro onde mora, em Londres, para visitar os avós que jamais conheceu e descobre que Wexford parece ter parado no tempo. Quando Sabine, sua mãe e sua avó voltam a se encontrar, um segredo de família cuidadosamente guardado é descoberto, bem como algumas verdades importantíssimas: o conflito entre o amor e o dever, as escolhas que as mulheres são obrigadas a fazer e o relacionamento entre mães e filhas. " Livro elogiado por autoras veteranas como Rosamunde Pilcher e Anne Rivers Siddons. " "A verdadeira sucessora de Rosamunde Pilcher e Maeve Binchy", segundo a Publishers Weekly. " Primeiro dos três relançamentos da autora com nova arte de capa - os próximos serão A Casa das Marés e Baía da Esperança. " Livro de estreia da autora vencedora do prêmio RNA (Romantic Novelists´ Association, 2003) com A Casa das Marés. 

Resenha
A juventude de Joy dividiu-se em dois momentos - antes e depois de se casar com Edward - quando enfim sentiu que seria capaz de amar alguém e ser feliz. Depois de muitos anos tudo isso torna-se apenas lembranças. Agora Joy é uma senhora de personalidade difícil e matriarca de uma família desestruturada, que devido a um acontecimento do passado, afastou-se e quase perdeu o contato com sua filha caçula, Kate.

Kate se afastara de seu passado, sua família e tudo o que eles representam. É uma mulher que vive em busca da felicidade e para isso muitas vezes faz escolhas erradas, causando grandes mudanças tanto em sua vida quanto na de sua filha adolescente, Sabine.

Sabine tem uma opinião bem formada sobre sua mãe, e diga-se de passagem, uma opinião nada honrosa sobre suas constantes trocas de marido. Após ser enviada para casa da avó, com quem poucas vezes teve contato, esse ressentimento só aumenta e transforma-se em completa aversão.

Minha opinião
"Em busca de abrigo” é o romance de estréia de Jojo Moyesque este ano foi reeditado pela editora Bertrand Brasil. Nele, Jojo retrata o drama familiar de 3 gerações de mulheres da família Ballantyne. Com a narrativa em terceira pessoa, cada uma das personagens principais - avó (Joy), mãe (Kate) e filha (Sabine) - tem a oportunidade de nos mostrar seus pontos de vista.

No início estranhei um pouco a narrativa e fiquei confusa tanto com os saltos temporais presentes no livro, quanto com os pontos de vista se intercalando de maneira abrupta. Mas o que pra mim foi motivo de confusão, apesar de contraditório, também foi o que me proporcionou uma visão abrangente sobre o sentimento de cada personagem. Ao mesmo tempo que me solidarizei com Joy e Kate, também compreendi o caos na cabeça de Sabine. A partir do momento que isso passou a não me incomodar mais, a história ganhou meu coração e peguei um bom ritmo de leitura, especialmente últimas 100 páginas. 

Lamento a nota no Skoob ser tão baixa, visto que achei uma história linda, sensível e extremamente comovente. Acho que a avaliação desse livro é muito pessoal, e depende muito da identificação do leitor com a trama. Pra mim, apesar de me lembrar aqueles filmes que costumam passar na sessão da tarde, o enredo cativou e os personagens conseguiram transmitir de maneira palpável, toda a melancolia que norteia esses laços familiares tão frágeis.

No fim, a história das mulheres Ballantyne cria uma ponte com nossa própria história, proporcionando uma reflexão a cerca dos sentimentos e atitudes de nossas mães ou filhas, as quais muitas vezes não compreendemos e julgamos. Por ter esse apelo tão pessoal, com um toque de realidade, aplaudo Jojo de pé.

A narrativa de Moyes é inigualável! Como diria Hazel Grace (A culpa é das estrelas), eu leria até a lista de supermercado dela. Ainda tenho 3 livros da autora na minha estante e a cada livro seu que leio, minha convicção de que é minha autora favorita só aumenta. "Como eu era antes de você" continua sendo meu livro favorito da autora, portanto, se você ainda não conhece a história de Lou e Will, por favor, por favor, você precisa dar uma chance a eles!! O livro é lindo demais!
Jojo Moyes

Jojo Moyes nasceu em 1969 e foi criada em Londres. Jornalista e escritora, trabalhou por nove anos para o jornal The Independet e, desde 2002, dedica-se integralmente à literatura. Já escreveu doze livros, todos muito aclamados pela crítica, e vendeu mais de 3 milhões de exemplares no mundo todo. "Em Busca de abrigo" foi seu elogiado romance de estréia. 


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Ano: 2015 / Nº de páginas: 322
Nota no Skoob: 4,5
Minha nota: 

SINOPSE
Sr. Daniels - Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã.

Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês. 

Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.

RESENHA
Ashlyn tem 19 anos e está desolada pela morte sua irmã gêmea, que acabou de morrer de câncer. Para piorar a situação ela é enviada para a casa do pai, com quem a muito tempo não tinha contato, tudo porque sua mãe que é alcoólatra, ao que parece, não consegue olhar para a filha sem lamentar a perda da outra. No trem, a caminho de sua nova vida, a garota se depara com um cara lindo, um henino-momem (entendedores entenderão) de cabelos longos castanhos-escuros e olhos “intensamente azuis e cheios de interesse”.
Daniel é um jovem músico, vocalista de uma banda em que as canções têm as letras inspiradas nas obras de Shakespeare (Ashlyn é fascinada por Shakespeare). O cara além de lindo, sabe cantar, tocar violão e se isso tudo já não bastasse, aos 22 anos é professor de inglês do colegial (ou seja, um jovem gênio). Quando vê aquela moça bonita do trem, parada na estação lendo Hamlet, acaba puxando assunto e convidando-a para o show de sua banda, no bar do Joe.
Ao se conhecerem melhor no bar, surge primeiro uma admiração mútua seguida por uma atração irresistível. Após um primeiro encontro, os dois passam a se corresponder por mensagem, até que no primeiro dia de aula descobrem que Daniel é professor de Ashlyn e, partir de agora, deve ser chama de Sr. Daniels.

Sr. Daniels é um romance que apesar de ser clichê, não é nenhum pouco cansativo ou irritante. Confesso que já faz um tempinho que não achava nada bom no gênero. A obra é uma menção ao amor impossível, porém mais que isso, trata-se também da dor da perda, de conseguir perdoar, de voltar a confiar em alguém… Como criar laços com uma família que nunca ouviu falar? Como lidar com mudanças drásticas, envolvendo momentos desconcertantes e pessoas imperfeitas? Como lidar com a rejeição? É um lembrete de que o amor, e a pessoa certa podem nos ajudar a cicatrizar nossas feridas, podem fazer da nossa vida um mundo muito mais bonito. 
Uma das coisas que mais gostei, foram as menções à literatura de Shakespeare e as declarações de amor enfeitados por sonetos e peças do grande mestre. Não sei se já mencionei aqui, mas AMO livros que citam Shakespeare. 

No mais, gostei muito do livro. O desenrolar da estória é bem apaixonante e para quem gosta de um bom romance, vale a pena ler Sr. Daniels. A leitura é leve e a estória é bem gostosinha. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A Herdeira - Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2015 / Nº de páginas: 390
Nota no Skoob: 4,3

A Herdeira é o quarto volume da saga "A Seleção" de Kiera Cass. Portanto, se você não leu os livros anteriores, não leia esta resenha!!! Falo sobre eles neste link aqui.

Seria muito absurdo da minha parte dizer que preferi “A Herdeira” aos outros livros da série?

Siiim, apesar de a Eadlyn ser mimada, fútil, autoritária, egocêntrica e deslumbrada, gostei muito mais dela do que da América com toda sua benevolência e generosidade.

A Herdeira vai contar a estória de uma nova Seleção, desta vez, quem vai escolher o futuro marido será a princesa herdeira, a filha mais velha de América e Maxon. O problema, é que a princesa Eadlyn não quer um marido. Ela acha que pode assumir o trono e governar sozinha, sem a ajuda de homem nenhum. Porém, para satisfazer o desejo de seu pai aceita participar da seleção, mas traça um plano para que no final não haja um vencedor.



Gostei da Eadlyn porque ela sabe o que quer, é uma jovem mulher forte, determinada, inteligente e embora seu temperamento - justificável por sua criação - chegue a ser muitas vezes grosseiro, é uma pessoa adorável e de caráter. 

Gostei muito de como a estória evolui e acho que dessa vez Kiera criou um enredo bem consistente. A linguagem, assim como os livros anteriores, flui naturalmente e a leitura é muito rápida e gostosa.
Acho que a autora deixou a desejar ao mencionar pouco os antigos protagonistas da série. Além disso, parece que eles perderam suas essências, exemplo: quem diria que América se tornaria uma rainha tão pacata e terna quanto a antiga? Mas acredito que para essa nova estória fazer sentido, isso tenha sido necessário, pois a medida que nos acostumamos com os novos acontecimentos, deixamos de sentir tanta falta dos personagens anteriores.

E aquele final???? Que aflição esperar sair o próximo livro no ano que vem!! Agueenta coração!!

 Book trailer oficial do livro

Minha nota:

SINOPSE

A Herdeira - Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

domingo, 9 de agosto de 2015

Triologia A Seleção



Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte

A Seleção
Nº de páginas: 368
Ano: 2012
Nota no Skoob: 4,5

A Elite
Nº de páginas: 354
Ano: 2013
Nota no Skoob: 4,4

A Escolha
Nº de páginas: 352
Ano: 2014
Nota no Skoob: 4,5                                                                       



Bem pessoal, hoje vou tocar em um assunto delicado, pois vou falar sobre uma saga que sei que todo mundo ama. Todo mundo já deve ter lido esses livros, mas vou falar sobre ele mesmo assim.

A trilogia, que não é mais trilogia, devido ao lançamento recente da continuação “A Herdeira” (e ainda vai ser publicado mais uma continuação), é mais uma distopia, encenada em Íllea, que nada mais é que os Estados Unidos após a quarta guerra mundial. Não pense que por ser uma história distópica você vai achar muita ação, aventura e semelhanças com jogos vorazes, divergente e cia… Que nada! Não tem nada de ação e o máximo de burburinhos que você pode encontrar, é quando surge ,no segundo livro, uma polêmica política pra apimentar a trama, mas nada que mereça muita atenção. A Seleção é exclusivamente romance, onde se forma um triângulo amoroso em torno de América, Aspen e Maxon. 

América namora Aspen, mas ele pertence a uma classe social mais baixa e, além de ser um envolvimento meio que ilegal, sua família jamais aprovaria o namoro, motivo pelo qual os dois escondem o relacionamento. Em Íllea haverá uma seleção, em que o príncipe Maxon, escolherá entre 35 garotas do país inteiro, quem será sua esposa e futura rainha. Aspen teme nunca ser capaz de dar uma vida digna para sua amada e por isso propõe que ela se inscreva na Seleção, e por este mesmo motivo, ele termina o namoro dos dois. América acaba entrando para a Seleção, mesmo contra sua vontade. 

Não me levem a mal, eu até que gostei da saga e tal, mas se eu pudesse conversar com a autora, perguntaria a necessidade de criar 3 livros tão previsíveis quanto os próprios personagens. Se tem alguém que salvou a estória foi Maxon, porque a América me dava nos nervos com tanta paranóia e indecisão. Por Deus!!! Achei muita coisa sem pé nem cabeça e na minha opinião o melhor livro foi o último (A Escolha), pois é quando os personagens enfim decidem o que querem da vida e de fato a estória acontece. 

Finalizo dizendo que achei uma estória muito superficial e que poderia ser resumido em um livro, tirando metade do nhanga nhanga de ninguém saber o que quer da vida.  Levem em consideração que já não tenho mais meus 18 anos, então com certeza isso pode ter influenciado minha opinião. 
Apesar de tudo foi uma leitura rápida, gostosinho e envolvente. Por mais que muita coisa me incomodasse, só consegui parar de ler quando cheguei no final. Dou 10 pra narrativa da autora, já pra estória dou um pouco menos.

Informação importante!


A Warner Bros comprou os direitos pra adaptar a saga para as telonas!! Os fans estão bem ansiosos aguardando a divulgação do elenco e data de estréia. 
Quem você acha que representaria bem América, Aspen e Maxon? Na minha humilde opinião, a atriz Jana Levy se encaixaria perfeitamente no papel de América, mas vamos esperar...


Achei um post bem bacana nesse link aqui sobre o filme. Quem tá curioso dá uma olhadinha lá! ;) 

Minha nota:

SINOPSE DE A SELEÇÃO (optei por não por as demais sinopses pra não dar spoiler)
A Seleção - Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Simplesmente Acontece (Love, Rosie)


Autora: Cecilia Ahern
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014/ Nº de páginas: 448 
*Primeira publicação em 2006, com o nome "Onde terminam os arco-iris"
Nota no Skoob: 4,2


ESSE LIVRO ME ENLOUQUECEU!! Sério, cuidado! Não vá pensando que é um romancinho simplório e comum. Caí nesse erro e me senti estupidamente enganada.
Não sei se a minha reação a ele está sendo exagerada, mas se alguém também se sentiu assim, por favor, me abraça.

Alex e Rosie são melhores amigos desde 7 anos de idade e é a partir desse momento que a estória começa, o que nos permite acompanhar o crescimento e amadurecimento tanto dos personagens, quanto da amizade e de todos os sentimentos presentes nesse relacionamento. Não tenho muito o que falar sobre o livro sem deixar escapar algum detalhe importante da trama, basicamente trata-se de escolhas e consequências, encontros e desencontros, amor e amizade, família, arrependimento, cuidado… Enfim trata-se de uma história de vida.

A estória é narrada por meio de trocas de cartas, e-mails, bilhetes e mensagens entre os personagens. Não há *fulano* pensando, não há diálogos e nem um narrador específico. Foi a primeira vez que li um livro assim e pensei que isso tornaria a leitura cansativa, mas surpreendentemente conferiu muita intensidade, já que é possível captar o ponto de vista de cada personagem. 

Não é uma estória clichê e sua semelhança com a vida real acabou me desestabilizando totalmente, porque você  entra na história, você fica amigo e se apaixona pelos personagens e, pela forma que a narrativa é feita, você sente que estão se comunicando com você, o que torna tudo tão dolorosamente próximo e impactante. A velocidade dos acontecimentos é o ponto chave e foi o responsável tanto pela minha angústia quanto por me prender na leitura. Pra vocês terem noção do tamanho do meu desespero, lí esse livro em um dia. Não é nada muito extraordinário, visto que a leitura flui com muita facilidade, mas esse feito me deixou com sequelas por vários dias. Passei uns dois dias chorando e não sosseguei até assistir o filme, que apesar de ter muita coisa diferente também é muito apaixonante. 

Quando eu acabei de ler esse livro fiquei muito confusa. Não sabia ao certo se tinha amado ou odiado. Tenho sérios problemas com personagens que sofrem muito durante a estória, isso acaba comigo. E eu não sei o que a autora estava pensando, mas judiou demais da Rosie, CARAMBA!! É muito angustiante a gente ver acontecer um erro após o outro e saber que se uma coisinha tivesse sido diferente, muito sofrimento poderia ter sido evitado. E isso é tão frustrante que acaba irritando demais! Por outro lado é que dá um toque real, pois a vida é isso. Você não tem como prever o que vai acontecer se você optar por determinado caminho, tudo é imprevisível. O destino não brinca.

Ainda assim ele está favoritado e vai ficar pra sempre guardado no meu coração. Foi um dos livros mais frustrantes, confusos e apaixonantes que já li!

Uma coisa que me incomodou bastante foi o final e achei esse um ponto negativo. Detesto quando o livro tem uma história maravilhosa e um final medíocre. Aff, que aflição! A autora bem que poderia ter acrescentado umas dez páginas naquele epílogo angustiante. 

Vou continuar essa resenha depois da sinopse, porque preciso desabafar e colocar pra fora toda a frustração que senti durante a leitura inteira. Por isso vou dar spoiler, então se você já leu esse livro, por favor, conversa comigo!!!

Minha nota:

SINOPSE
Simplesmente Acontece - O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.


***SPOILER!!!!!*** 
Se você ainda não leu o livro, NÃO LEIA O QUE VOU ESCREVER!!!

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*Primeiramente, que raiva de tanto desencontro!!! Dá muita aflição você torcer tanto pelos personagens e as coisas darem errado o tempo todo...

*Sobre a primeira viagem de Rosie a Boston, como pode o Alex ter a mulher que ele ama durante anos na frente dele, disponível e se oferecendo pra ele, e ele continuar em um noivado recente com a outra? Como?? Deusss!!
Uma das cenas mais lindas do filme! s2

*Gente, pelo amor de Deus, qual a possibilidade do futuro chefe do cara ser o pai de uma ex namorada, e o cara se reaproximar da ex namorada e acabar se casando com ela?

*Rosieee, minha filha, o Brian não podia ir visitar a filha EM BOSTON????? Pelo amor de Deus, o cara é rico, ele podia visitar ela ou mandar uma passagem pra ela visitar ele. Você cancelou seus planos e deixou seu homem escapar mais uma vez atoa.

*Odieeei o Greg! Que babaca!!! O cara traiu a mulher, ela deu uma segunda chance pra ele, e quando ela tem a oportunidade de ter o emprego dos sonhos ele consegue atrapalhar ainda mais a vida dela. Fora a cara de pau de esconder a carta do Alex. Grrr...

*Amei Katie e Tobie. Achava que eles tinham que namorar desde criança, mas pelo menos não demoraram tanto quanto Rosie e Alex.

*Que raiva dela não ter perguntado pra ele sobre o dia do aniversário de 16 anos antes!!!!! Como é que pode, como????? Só de pensar que a vida dela seria totalmente diferente se ela tivesse feito uma simples pergunta... 


*Porque tanto tempo pra ficarem juntos? Meu coração sofreu muito durante esse processo. Foi muito doloroso acompanhar tanta coisa dar errada na vida da Rosie. E aquele final de meia tigela? A autora não poderia ter estendido um pouco mais, nos mostrando um pouco da felicidade da personagem, pra variar?

*Fiquei inconformada com a Rosie ter que perder os pais e a filha sair de casa pra que ela pudesse começar a viver seus sonhos e ser feliz. Isso contribuiu muito pro meu estado de espírito ao terminar o livro.

Enfim gente, amei demais os personagens, amei a estória, amei a narrativa, amei o cenário… Mas sofri muito com esse livro. 
Será que isso significa que sou masoquista? ***Grey!!! ***

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Uma Curva no Tempo

Oi gente! Preparei a resenha da minha primeira leitura da maratona de férias. Minha meta é ler 10 livros no mês de julho, o que já não sei se será possível, pois vou viajar. Mas vou lendo e resenhando pra vocês o que conseguir. Beijos


Autora: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Nº de páginas: 256 / Ano: 2015
Nota no Skoob: 4,2


Rachel narra como sua vida se transforma a partir do acidente que matou seu melhor amigo e a deixou com uma enorme cicatriz no rosto, um acidente que mudou sua idéia de futuro e a tornou melancólica, incapaz de se reaproximar dos amigos e de sua cidade. Vivendo isolada há 5 anos, a protagonista se vê tendo que voltar a cidade para o casamento de sua melhor amiga, o que fará ela ter que enfrentar seus fantasmas. 
A chegada e a reunião com seus antigos amigos, os mesmos que estavam presentes no dia do acidente, são intensos demais para a garota que lutou durante tanto tempo para afastar as lembranças que lhe causaram este sofrimento tão intenso. Isto leva a um episódio misterioso, onde sua vida muda - Seus últimos 5 anos são transformados e tudo o que ela conhecia já não existe mais - Rachel não compreende o que aconteceu e como isso é possível, pois ela ainda lembra de toda sua "vida anterior", em que não chegou a cursar a faculdade de seus sonhos; o pai estava definhando devido um câncer; tinha um emprego medíocre; morava em um cubículo; se afastara de seus amigos e não tinha nenhuma perspectiva de ser feliz. Ao acordar e se deparar com uma realidade totalmente diferente, a moça luta contra todas as evidências de que sua vida agora é perfeita. Ela é noiva, fez a faculdade que sonhara, seu pai é saudável, tem o emprego dos sonhos e o mais incrível: apesar do acidente de fato ter existido, seu melhor amigo continua vivo.

Comecei a ler esse livro pela nota no Skoob e pelas resenhas super positivas que ví a respeito. Pra ser bem sincera, achei uma estória muito confusa. Não sei bem se minha decepção foi devido às enormes expectativas ao iniciar o livro - já que foi recomendado especialmente para quem gosta de Jojo Moyes (e Jojo é minha autora favorita!) - A idéia é boa, tem um enredo bastante original, mas acredito que poderia ser melhorado (e achei que não tem nada haver com o estilo da Jojo). Não gostei da superficialidade dos diálogos e me senti frustrada pois as conversas são poucas e curtas. A narrativa transmite essencialmente as emoções e sentimentos da personagem, o que define de quem você vai gostar e de quem não vai. Apesar da maior parte dos acontecimentos serem previsíveis, o final foi especialmente surpreendente (o que não significa que eu tenha gostado). Digamos que esperava um pouco mais.
Um ponto positivo, do qual gostei muito, é que autora conseguiu delinear muito bem seus protagonistas e isso me permitiu criar uma conexão com eles e desfrutar seus sentimentos: sofrimento, amor, raiva, decepção, dor, confusão... Achei bacana "vivenciar" o que na vida real é impossível: poder voltar no tempo e corrigir nossos erros. É muito gostoso sentir esse fio de esperança em alguém que fez uma série de escolhas erradas e que o destino não foi favorável, afinal, quem nunca quis fazer isso? Pra mim, esse foi o ápice da estória e o que fez a leitura valer a pena.

Resumindo, achei um livro muito bonitinho, embora confuso. Gostei dos personagens, mas senti falta de diálogos consistentes, de romance e achei desnecessário esperar o final para revelar o mistério da transformação na vida da personagem e qual das realidades era a verdadeira. Acredito que se soubesse desde o início poderia ter desfrutado muito mais da leitura, sem ter que ficar pensando “o que está acontecendo?”. Enfim, posso dizer que gostei, razoavelmente. Quando terminei de ler fiquei sem uma opinião formada a respeito. Mas acho que vocês deveriam ler e tirar suas próprias conclusões, não deve ser atoa a nota (4/5) e as resenhas extremamente apaixonadas que ví no Skoob. Além disso, a capa é linda e cheirosa, motivo pelo qual já valeria ter na estante.

Minha nota:

SINOPSE
Uma Curva no Tempo - A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?